Nóis capota mais num breca

Pessoal, os últimos dois finais de semana foram acidentais para a família dos Panga por isso resolvi escrever no blog. :-(

Sábado retrasado teve treino de transição longa, eram 30km de pedal + 15 km de corrida, desde a prova 70.3 de Orlando que não subia na bike e muito menos fazia transição longa… Pedalei quase morrendo… fiz o treino na USP quase todo na bolinha pois está impossível de pedalar por lá aos sábados pela manhã… Quando fui sair para correr, eu não tinha corrido nem 600m, tropecei e cai de cara no chão… Dois senhores que estavam caminhando vieram me socorrer, os dois joelhos sangrando, aquela tragédia, foi tudo tão rápido que qd vi estava beijando o chão… Os dois senhores ficaram um tempo caminhando comigo para ver se eu estava bem eu só me lembro deles me falando – “Agora chega de correr, né?”. Ouvi aquilo e me subiu o sangue, era muito desaforo meu treino terminar daquele jeito… dito e feito, sai correndo, parei no primeiro banheiro lavei bem os machucados e corri os 15 km com os dois joelhos sangrando. Panga que é panga não desiste nunca, capota mais num breca. :-)

Eis que este domingo o cazu foi fazer o seu pedal longo em Alphaville, estava todo bonitão de maillot jeune novinha recém chegada da frança, corta vento branco primeiro uso e um nó cego no pelotão caiu bem na frente dele e ele foi para o chão…. :-(

Bem o Cazu que eu costumo dizer que sempre cai em pé… rasgou toda a roupa e deu uma puta batida no quadril, e não é que ele fez o treino até o fim, pedalou os 90k só não conseguiu correr depois. Novamente, panga que é panga não desiste nunca, capota mais num breca. :-)

Assistir ao tour de france e ver os caras se esborracharem no chão, levantarem, subirem na bike e terminarem a etapa está nos inspirando.

O cazu disse que domingo não estava para as maillots jeune – o Brasil perdeu no futebol feminino, perdeu no volei masculino e a camisa amarela trocou de mãos, by the way, LINDAMENTE.

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Panga sofre no treino e no trampo…

Pessoal, ontem foi um daqueles dias que não deu tempo nem de almoçar… fiquei na ponte aérea São Paulo / Rio. Tinha uma reunião na cidade maravilhosa depois do almoço. Conclusão, dia sem poder treinar já dá aquela nhaca… A gente fica viciado… Sai de casa as 10 da manhã e retornei as 21hs. Em pensar que eu tinha esperanças de ainda conseguir pegar a natação… Esperança de panga nunca morre, ainda mais ontem nem quem já estava na cidade conseguiu chegar na natação dado ao transito.
Quando a reunião terminou eram 16:30hs, pensei comigo ” estou no lucro, vai dar tempo de voltar e nadar” daí chego ao aeroporto Santos Dumont e estava parecendo uma rodoviária lotada em véspera de feriado… Todos os voos lotados… Fila pra fazer o checkin, fila pra passar pela inspeção, fila pra comprar água, espera que espera, consegui embarcar. Aí quando vc acha que acabou chegou em casa, o aeroporto de congonhas tb abarrotado de gente, fila de 30 minutos para conseguir um taxi… Transito na 23 de maio… Panga sofre no treino e no batente…
Estavam dizendo por lá que a confusão toda era por causa do show do u2, imaginem na copa…
Como panga que é panga não desiste nunca, hj as 5 horas estávamos na usp pedalando, 50 k antes do café da manhã… A Camila aqui bateria no peito estufado e diria “é nóis! Nóis capota mais num breca!”
Desejo a todos um dia maravilhoso!

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Esta conversa merece se tornar pública

Pessoal, peço perdão a todos mas esta conversa merece se tornar pública… Estamos com um papo muito panga… Olha só o que um treino longo de pedal não faz com as pessoas…

Treino de Pedal pelo Facebook

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90 k de pedal e 10 k de corrida

As transições longas são muito importante quando vc vai fazer uma prova de 70.3 ou Ironman. Ainda me lembro no ano passado, quando estávamos treinando para o Ironman do Brasil, como foi fácil fazer o longo de caiobá. No fundo acho que a gente se acostuma com o volume e começa a colocar velocidade.

Butenetes no Long Distance de Caiobá 2010

Este domingo decidimos treinar com o pessoal do Ironman. Fiz 90k de pedal junto com a Trilopez (eles estavam fazendo 120k), um pelotão muito legal que ficou o tempo todo mantendo a mesma média o que facilita muito os treinos longos.

Quando estávamos terminando os 90 abriu aquele sol e começou a esquentar. Saimos para correr. Tentei não forçar, fiquei o tempo todo num ritmo confortável, a idéia era ir se acostumando a correr por um período longo depois do pedal. O pessoal do Iron (Marcão, Cazuzinho, Ricardo, Caruzo e Jorge) correram 12k num ritmo alucinante. Eu fui na minha curtindo o calor e o som, com direito até a capivara gigante às margens do rio. :-)

A boa notícia é que amanhã começa tudo denovo e assim vai até maio.

Para terminar eu gostaria de fazer uma homenagem ao cara mais feliz da nossa equipe – Carlo Rego. É impressionante, ele está sempre sorrindo, todas as vezes que cruzamos com ele em alpha ele está sorrindo, com certeza de bem com a vida, fazendo aquilo que gosta! Obrigada, Carlão!

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Os treinos começaram a encaixar

Antônio e Juliana Universal Studios

Pessoal, esta semana os treinos começaram a encaixar. Domingo foi o primeiro longo de pedal que eu me senti bem neste ano. Começamos o treino em alphaville umas 7:30 e pedalamos por quase 3 horas dando um total de quase 100k percorridos. A média também foi bem melhor do que nas semanas anteriores, 32,5k (média de panga :-) ). Acho que isso se deve a diversos fatores:

1- Término do regime e início da suplementação – a diferença nos treinos com suplementos é brutal! Sem os suplementos travamos uma luta com o corpo e com o cansaço. Com os suplementos a coisa flui, a gente se sente melhor e consegue fazer mais força. Então aí vai a dica para os que ainda não foram ao nutricionista: Estão esperando o que?

2- A dura fase de retomada dos treinos ficou para trás, agora a tendência é melhorar cada vez mais.

Na semana passada fizemos um tiro de 3k, sai do treino com a maior vontade de fazer Troféu Brasil… eu sei que o preço está exorbitante e que as provas do Núbio são mal organizadas (segundo fontes confiáveis faltou água novamente no Internacional de Santos), mas… deu vontade. Ainda não me inscrevi, vamos ver se a vontade passa.

De qq forma, eu queria fazer uma provinha antes do 70.3 da Flórida. O Marcão tem razão qd diz que fazer várias provas tira um pouco da ansiedade das largadas.

Peço desculpas pelo sumiço mas tenho trabalhado pra caramba e o tempo que sobra estou tendo que dividir entre os treinos, meu querido filho Antônio e meu relacionamento. Agora mesmo enquanto estou aqui escrevendo, de tempos em tempos, tiro as dúvidas dele com a lição de casa.

Hoje eu dedico este post a ele, minha paixão primeira, a razão pela qual eu sou quem eu sou e eu me esforço pra caramba neste esporte para fazer com que o tempo dedicado realmente valha a pena. Na última prova minha que ele assistiu (70.3 Penha), quando eu cheguei, ele me olhou e disse: “Mãe, por que vc demora tanto?” Criança não mente. ;-)

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Voltar a ser panga (por Zéééeeee)

André e Zé na Drink'n Run

Voltar a ser panga…

Primeiro, antes deste exercício de reflexão, vale constatar: ser panga não é exatamente uma opção. É uma condição. Aliás, condição quase perpétua pra muitos de nós. Mas tudo bem, fazer o que??? Portanto, como se volta a ser panga já que não dá pra deixar de ser? É simples: panga é uma condição dos que treinam. Só é panga quem treina. E aí é que está a opção !!! Claro que não se “treina” para ser panga. Bem, na verdade, talvez sim… A gente bem que gostaria de treinar para ser “Pró” ou ser bom pelo menos, mas ser panga é nossa condição… Assim, voltar a ser panga é voltar a treinar. E, discordando do que disse nossa amiga Jú neste sábado, quase jogando a toalha depois de uns 70 looooongos Km de um treino de 80 dentro da USP, temos que parar sim e depois temos que voltar… a ser panga. Só temos essa opção…

Definidos os critérios da panguice, deixando de lado a semântica toda, os fatos são beeeeem mais simples do que a teoria. Voltar a ser panga significa acordar cedo (de noite, no horário de verão…) pra treinar. Correr de volta pra casa, comer um pouco pelos olhos, um pouco pela testa, sair “vuando” meio atrasado, trânsito afora para o trabalho, só perceber que deu o horário do almoço quando vc escuta os roncos do estrômbo para, de novo, comer um pouco pelos olhos e um pouco pela testa, quase sem sentir o gosto do que está sendo ingerido. Daí, trabalhar mais um tanto até a hora de sair “vuando” de noooovo seja pro parque, seja pra academia, seja pra piscina onde quer que ela esteja pra cumprir a bendita tabela (ou planilha)… Depois voltar pra casa, fazer comida, arrumar as roupas, checar e-mails, arrumar a casa, cuidar das “criança”, dar um talento na patroa (ou no patrão…) enfim… Panga sofre… Voltando a ser, então??? Virrrge…

Ser panga significa muito mais que isso tudo na verdade… Significa isso tudo repetido todo o santo dia, com pequenas diferenças e ajustes, mas no geral é igual. As dores nas pernas, nas costas, no joelhão “véio”, na bunda por causa do pedal longo, sábado, domingo, ou ambos… E o cheiro das roupas molhadas de suor por causa desse calor dos “inférno” ou por causa das chuvas dos “inférno” que caem nesta cidade, bem na hora do seu treino de corrida ou do pedal??? Na hora que vc abre a sacola, mochila ou mesmo o porta malas do carro, vc não sabe se leva “aquilo tudo” pra lavar ou leva pra incinerar… E o cheiro da sacola de bike? O “futúm” do capacete??? Como diz nosso amigo Ruy, o cheiro de jaula não é fácil… Panga sofre…

Portanto, pra vc que precisou de muita força na peruca esse Janeirão (que já se foi…), pode se acostumar pq até Dezembro ainda tem muito chão pela frente… ou no nosso caso (os Panga do nosso Brasil varonil), muito capim !!!! Cacildis, tô atrasado pro treino… Fui!!!

Zééé!!!

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Entrevista com Marcos Castelo Branco

Pessoal, entrevistamos um dos nossos ídolos – Marcos Castelo Branco – mais conhecido como Marcão. Espero que este texto inspire muita gente!

Nome: Marcos Castelo Branco

Idade: 38 anos

Tempo de tri: 18 anos

Altura: 1,83m

Peso: 78kg

Blog dos Panga: Qual o seu gol para 2011?

Marcão: Meu objetivo para 2011 é classificar para o Ironman do Hawaii e para isso já venho treinando desde Penha no ano passado sem parar. Tracei um plano onde inclui algumas competições para tentar pegar cada vez mais ritmo de prova e tb chegar menos ansioso em Floripa. Sem a sensação de que joguei todas as fichas em uma prova só. Para isso já fiz: 1 aquathlon em novembro; 1 meia maratona e 1 corrida de 8k em dezembro e Pucon em Janeiro. E daqui pra frente vou fazer: 1 meia maratona em fevereiro; trofeu brasil em março e meio de Caiobá em abril.
Fora isso tenho focado muito mais nos treinos e detalhes periféricos.

Blog dos Panga: Como foi o Ironman 70.3 de Pucon?

Marcão: O lugar é espetacular, vale muito a pena. O hotel fica bem na frente do vulcão e o ciclismo vai fazendo a volta nele onde o visual é único, vc consegue ver o vulcão de vários angulos.

Tive a felicidade de ir com o grupo do Ken Glah, que é super simpático e atencioso e como muito americano vem com ele tivemos a oportunidade dessa convivencia. Entre eles estavam a campeã (Linsey Corbin) e o Don, que é advogado da Gatorade e do Cirque du Soleil e muito próximo de grandes atletas. Foi muito bom o papo.
Infelizmente como Pucon esta muito ao sul, quando vira o tempo as condições ficam extremas e foi isso que aconteceu. Dois dias antes o dia estava lindo, fazendo perto dos 30oC.
Mas no dia da prova o tempo virou e tudo mudou, faziam 8oc. e sensação termica de 0oC. Alem disso, a chuva e o vento eram muito fortes chegando a chover granizo durante um tempo.

Muitos achavam que a prova deveria ser cancelada, mas no final das contas, acabou virando duathlon. 5/90/21

Fiz a primeira corrida tentando controlar, mas acabou dando 18:30. No pedal fui controlando tb seguindo o planejado, mas acho que por causa do frio cheguei com muitas caimbras o que acabou comprometendo minha segunda corrida. Mas o importante foi que fiz a prova toda me sentindo bem conseguindo seguir meu pulso e alimentação.

Detalhe, como fui para treinar e aproveitar o lugar acabei subindo o vulcão na sexta feira antes da prova. Sabia que não ajudaria pois são aproximadamente 8 horas de escalada mas valeu o passeio.

Blog dos Panga: Como estão os preparativos para o Ironman Brasil?

Marcão: Acho que para ir bem temos que fazer alguns investimentos paralelos que podem fazer a diferença.

Eu fiz um Bikefit na Retul, onde minha posição na bike melhorou muito. A Retul é o metodo que Craig Alexander, Norman Stadler e outros feras usam e é muito preciso. Vale a pena.

Fui também novamente no Tubarão e, para terminar, fiz uma avaliação fisica e um ergoespirométrico na Sports lab.

Isso tudo são investimentos muito mais úteis do que comprar acessórios, não que eles não sejam importantes.

Blog dos Panga: Qual o seu segredo?

Marcão: Tenho procurado me conhecer cada vez mais nos treinos, e sempre simular o que vou fazer no Ironman. Meu principal parceiro de treino é o Polar. Eu faço os teinos longos exatamente no pulso que pretendo fazer o ironman. Isso tira a ansiedade, pois voce já larga sabendo o que vai sentir.

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Subidas doem… Sofás matam!

ProbikekitPessoal, hoje teve treino de subida na usp. Por mais que sabemos dos benefícios, principalmente no início da temporada, estes treinos são chatos e doídos… Enquanto eu subia em direção ao HU na USP tentando acompanhar o ritmo das meninas e pensar em alguma coisa outra para desviar o foco da dor nas pernas… :-) consegui organizar na cabeça tudo que eu teria que fazer ainda… O dia seria realmente longo e ao trabalho seria somado o cansaço daquelas subidas na madrugada… Como tudo na vida, passou rápido e ainda deu para dar uma trotadinha panga de 6K.

Cheguei em casa e peguei a minha revista Triathlete para a sessão banheiro da manhã e me deparei com este anúncio da Probikekit.com.

Subidas doem… Sofás matam! Achei sensacional! Esta é a mensagem da manhã principalmente para os pangarés que não apareceram no treino.

Força na piruca! Ficou a alegria de saber que pelo menos o sofá não vai me matar… não tão cedo… quem sabe quando eu for uma panga véia.

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Hidratação é coisa SÉRIA!

Hidratação da pangarezada

A água é o fluido de maior abundância e importância para o corpo humano. Ela ocupa de 45% a 70% de seu volume e possui papel primordial na regulação da temperatura corporal.

Exatamente por isso que no sábado logo após o treino, reunimos alguns amigos pangas para nos rehidratar adequadamente.

O lugar escolhido foi a mansão Angulo, “FUNDOS”. Então mandamos uns filés para a grelha, enchemos um tonel de gelo e colocamos as hidratações adequadas: vodka, sake e MUIIIITA cerveja, com certeza.

Daí em diante foram quase oito horas de muita hidratação, muito bate-papo e muitas risadas. No final a pangarezada hidratada tava pra lá de Bagdá.

O difícil foi fazer o treino de domingo, porque se panga já sofre normalmente, panga de ressaca sofre em dobro.

bjs e muito obrigado a todos os pangas presentes.

Camila Aliperti

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Panga que é Panga sofre – parte 2

Mais uma série do nosso ilustre panga André.

Parabéns pela decisão de mais uma vez enfrentar os alpes da montanha Mont Blanc.

Força na piruca!!!!

Camila Aliperti

“Na série “Panga que é Panga sofre”, vamos falar sobre as idéias de “jerico” que temos, especialmente, no início de temporada. Alguns Pangas são mais comedidos. Sonham com provas loucas e longas, mas acabam ficando com as provas “feijão com arroz” ou no máximo uma maratona no ano. Outros, um pouco mais ousados e decididos, já escolhem as maluquices e pronto – “vou fazer o Ironman ou vou correr Bertioga Maresias solo”.

Mas o grupo mais Pangaré de todos, do qual faço parte (se é que não sou sócio fundador desta casta maravilhosa), é aquele que gosta mesmo é de inventar moda. Este Panga mal volta à ativa já pensa que pode fazer de tudo. Sonha com todas as provas mais emocionantes do planeta. Acha, nos sonhos é claro, que é super-homem e que pode correr uma maratona em um mês, uma ultra no mês seguinte e porque não um ½ Ironman no outro. Até decidir o que vai fazer, este Panga é só faz sonhar. Também, quando decide, põe o pé no chão e corre atrás da “dívida”, já que as escolhas são sempre “caras” e os treinos já começam “devedores”.

É Pangada! Dois de nós irão voltar para encarar as subidas matadoras e as descidas trituradoras do Mont Blanc. Mas desta vez vamos terminar de qualquer jeito.

Panga que é Panga sofre, mas jamais desiste.

André Coutinho”

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